Nota de Imprensa
Aumentos das tarifas da água, saneamento e recolha de lixo
O Bloco de Esquerda manifesta o seu mais vivo repúdio pelo aumento das tarifas da Água, saneamento e recolha de lixo, decidido pela Câmara Municipal de V. N. de Famalicão. Numa altura em que os famalicenses são bombardeados com medidas recessivas por parte do Governo, é inadmissível que a Câmara Municipal tenha decidido aumentar a água, o saneamento e a recolha de lixo com valores muito superiores aos da inflação.
É do conhecimento público que a Câmara vai entregar a exploração da água municipal a uma empresa do grupo Águas de Portugal, empresa que o governo se preparara para privatizar, por isso ainda são mais condenáveis estes aumentos.
As dificuldades porque passam milhares de famalicense deveria merecer da Câmara Municipal muito mais atenção, a água é um bem público sem o qual não existe vida, fazendo parte dos direitos humanos. Aumentar-lhe o preço significa diminuir-lhe o uso e não pugnar pelo acesso de todas as pessoas à água potável como serviço público. O Bloco de Esquerda defende que a manutenção dos serviços da água deve ser feita sob gestão pública municipal sem fins lucrativos, garantindo que todos e todas possam aceder a ela. Só desta forma se poderá demonstrar responsabilidade política e social e assegurar os direitos dos cidadãos, assim como garantir o bem-estar da população
A Câmara Municipal que todos os dias se diz preocupada com a fragilidade económica dos famalicenses, sem que nada a obrigue a isso decide aumentar escandalosamente os bens que dela depende como são os casos da água, do saneamento e do lixo, contribuindo assim para aumentar as já difíceis condições de vida de milhares de Famalicenses.
O Secretariado Concelhio do BE
V.N. Famalicão, 22 Dezembro 2011


O Bloco de Esquerda anunciou que votará contra as grandes opções do plano e orçamento da Câmara Municipal para o ano de 2012. As principais razões para o voto contra do BE prendem-se com a continuação do despesismo em ano de crise, com a diminuição do investimento em obras, nomeadamente na educação, em que há menos investimento que o previsto no Plano Plurianual em 2011 e na rede de saneamento básico e abastecimento de água. Também a diminuição dos apoios sociais e às freguesias são argumentos para votar contra.