terça-feira, 26 de junho de 2007

Preparar as escolas para um melhor ensino.

A Câmara Municipal fez na última semana um grande alarido, distinguido os alunos que segundo o Presidente da Câmara Armindo Costa, fizeram o percurso completo pelos museus do concelho numa iniciativa conjunta entre a edilidade e as escolas. Não deixando de reconhecer a importância de incrementar nas crianças o gosto pelo património do concelho, o Bloco de Esquerda não deixa de alertar, que se essas iniciativas são importantes tem muita mais importância, a Câmara Municipal, criar nas escolas as condições condignas para que os alunos possam ter um melhor aproveitamento escolar, o que infelizmente não se verifica actualmente dado o estado em que se encontram muitas escolas do concelho de que o protesto dos pais é o melhor exemplo.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Estão a chegar as promessas 2

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, anunciou mais uma vez a instalação no concelho de um pólo do Instituto Politécnico do Cavado e Ave (IPCA). Esta não é a primeira vez que tal promessa é feita, por isso os famalicenses não se devem admirar se mais uma vez não passar de propaganda.
Afinal ainda numa das últimas reuniões de Câmara foi aprovado pela maioria o pagamento de uma verba ao (IPCA) sem que até hoje essa instituição tivesse feito alguma coisa por V. N. de Famalicão. Será este anuncio uma maneira de justificar tal verba?
Infelizmente em V.N. de Famalicão continua a viver-se de promessas que a partir de agora serão cada vez mais, as eleições estão a aproximar-se. . . . .

Vamos continuar atentos.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Maré Alta de 20/06/2007

Baixo nível


Expressões como “filho da puta”, “vou-lhe ao focinho” e outras do mesmo teor, abundam na linguagem quotidiana dos portugueses. Apesar de não ter o habito de as usar, não me repugna minimamente que qualquer pessoa as utilize e por vezes com uma frequência maior que o desejável, salvaguardando naturalmente a intenção e contexto em que as mesmas são proferidas.
O mesmo já não se passa quando estas expressões aparecem em títulos de jornais de âmbito local ou mesmo nacional, dada a componente pedagógica que se deseja dos órgãos de comunicação social. Nestes casos entendo que a sua utilização deve ser restringida ao mínimo estritamente indispensável.
Mas quando em plena reunião de Câmara Municipal estas expressões são o tema central do debate e são usadas exageradamente, muito mal vão as coisas por estes lados. Quando aqueles que representam os famalicenses descem a um nível tão baixo de vocabulário naquele que deveria ser o local mais digno do exercício do poder local, qual não será a sua postura em relação aos restantes assuntos em discussão. Se nos lembrarmos, expressões destas foram já utilizadas no mesmo local para com um simples cidadão.
É altura de os famalicenses pensarem muito bem em quem elegeram para seus representantes e qual a sua postura no exercício dessas mesmas funções.

Sucesso.

O Ministro da Economia visitou este ano e ainda recentemente duas empresas de sucesso em V. N. de Famalicão, com o intuito de reconhecer o mérito do seu êxito empresarial. Ainda bem que temos empresas bem sucedidas no nosso concelho e não tenho nada contra que os responsáveis governamentais façam um reconhecimento público dessas empresas, mas entendo que seria igualmente importante que o Ministro da Economia e a sua comitiva visitassem empresas que atravessam dificuldades e que estão a fazer um grande esforço para se aguentarem. Infelizmente também as há em V. N. de Famalicão.
Mesmo que não levasse consigo a comunicação social da forma que o tem feito, seria muito importante que, da mesma maneira que divulga o sucesso de uns, se inteirasse in-loco das dificuldades, das condições e também dos projectos e perspectivas de futuro que têm os responsáveis de empresas que estoicamente enfrentam a crise que a todos afecta para manterem as empresas a funcionar e manterem assim os postos de trabalho.
É muito fácil visitar apenas as empresas de sucesso, fazendo transparecer que estamos em retoma económica e que a crise tem os dias contados. Quem nos dera que assim fosse, mas infelizmente isso não corresponde à realidade. A única forma de sair da crise é estimulando o crescimento e consolidação das médias empresas, uma vez que estas possuem uma reduzida margem de manobra face às constantes alterações da conjuntura económica e por isso muitas acabam por falir, lançando milhares de trabalhadores para o desemprego.
Muito mais importante que divulgar o sucesso de alguns, é trabalhar para que todos tenham sucesso.


Crónica publicado no Jornal Opinião Pública de 20/06/2007

terça-feira, 5 de junho de 2007

A Concelhia de Famalicão participou na V convenção do Bloco Esquerda

Terminada a V convenção do Bloco de Esquerda, que se realizou no passado fim de semana, os bloquistas vão agora virar-se para as questões fundamentais que saíram da convenção, e que foram referidas na intervenção final de Francisco Louçã.
A nossa prioridade nos próximos dois anos serão: o combate ao desemprego; a defesa dos serviços públicos, e o combate à corrupção associada à especulação imobiliária.
A Concelhia de Famalicão do Bloco esteve presente na convenção com seis delegados que integraram a delegação distrital, o camarada Adelino Mota fez uma intervenção na defesa da alteração aos estatutos

terça-feira, 29 de maio de 2007

Comunicado de Imprensa de 29/05/2007

Resposta aos requerimentos do BE sobre a Filobranca

Nos últimos dias o Bloco de Esquerda tem sido contactado por alguns funcionários da empresa Filobranca, manifestando a sua preocupação pelo futuro da empresa, e pela situação anormal que se vive nomeadamente com novas alterações nos turnos nocturnos.

Entretanto, recebemos as respostas do Ministério da Solidariedade e Segurança Social e do Ministério da Economia aos requerimentos feitos pelo Bloco de Esquerda em Janeiro passado. Segundo o Ministério da Economia, a Filobranca recebeu nos últimos anos verbas consideráveis do Estado para a modernização dos seus equipamentos.

Ainda segundo o mesmo Ministério, a empresa não terá cumprido integralmente os compromissos que assumiu aquando da celebração dos acordos de apoio com o Estado.

Tendo em conta que a empresa recebeu verbas provenientes dos impostos de todos os portugueses, o Bloco de Esquerda considera que o Governo, nomeadamente os referidos ministérios devem acompanhar de perto a situação da Filobranca, com vista a garantir a manutenção dos postos de trabalho, sabendo-se que a administração de empresa tem intenção de continuar a sua deslocalização para a Roménia.

O Bloco de Esquerda considera que aplicação de verbas públicas por entidades privadas deve ser rigorosamente fiscalizada para que tais verbas não tenham outro fim do que aquele a que se destinam.

Numa região tão fustigada pelo flagelo do desemprego, é fundamental que todas as entidades responsáveis tomem as medidas necessárias para preservar a manutenção de um dos direitos universais como é o direito ao trabalho.

O Bloco de Esquerda vai mais uma vez alertar o governo para a necessidade de acompanhar a situação da empresa com vista a evitar o encerramento da mesma.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Maré Alta de 23/05/2007

V Convenção do BE

Nos próximos dias 2 e 3 de Junho realiza-se a V convenção do Bloco de Esquerda. Dos resultados desta reunião magna sairão as principais orientações politicas para os próximos dois anos.

Quando o descrédito das populações dos partidos políticos é manifesto e crescente, não deixa de ser importante registar o facto de existirem quatro moções de orientação politica a concorrerem a esta convenção. Quatro propostas dos diferentes quadrantes e tendências internas de um partido cada vez mais democrático, livre e plural, onde todos podem participar activamente no planeamento do futuro próximo do Bloco de Esquerda.

Mais importante é que com o contributo de todos os militantes, certamente sairá dessa convenção um BE mais forte, mais organizado e mais capaz de continuar corresponder aquilo que os portugueses esperam e cujas principais batalhas são as questões sociais que afectam a grande maioria dos portugueses.

O Bloco de Esquerda saído da convenção deverá ser um partido rejuvenescido internamente e que transmita para o país e principalmente para as autarquias uma nova dinâmica capaz de mudar o rumo das coisas e ir de encontro às dificuldades e aos anseios das populações. Este constante rejuvenescimento do BE faz dele um exemplo único em Portugal, por ser capaz de conciliar ao mais alto nível diversas correntes de pensamento, num salutar e permanente confronto de gerações, de ideias e de perspectivas.

A nível nacional, como a nível local, os desafios que se colocam ao BE exigem um empenho cada vez maior e uma determinação reforçada de todos os militantes e simpatizantes. O alarmante atraso cultural que se manifesta de forma mais preocupante quando

Crónica da autoria de José Luís Araújo, publicada no Jornal Opinião Pública de 23/05/2007

terça-feira, 22 de maio de 2007

Todos na Greve Geral

Nota de imprensa do Bloco de Esquerda de apoio á Greve Geral marcada para o dia 30 Maio
A CGTP convocou para o próximo dia 30 de Maio uma greve geral nacional de protesto contra as políticas do actual governo. A essa greve já aderiram sindicatos não filiados, nessa central, como é o caso do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado.
Há uma analogia para a situação em Portugal: “Para uns o banquete para outros as migalhas”. Senão Vejamos:
O poder de compra dos trabalhadores por conta de outrem registou em Portugal durante o ano passado a maior descida dos últimos 22 anos.
Os rendimentos dos 20% portugueses mais ricos são 8,2 vezes superiores aos dos 20% mais pobres. O fosso entre os mais ricos e os mais pobres é o mais elevado da Europa.
Os salários de gestores de grandes empresas triplicaram nos últimos cinco anos. Em 2005, em média, cada administrador ganhou perto de cinco milhões e 600 mil euros. E, cada gestor executivo recebeu mais de quatro milhões e 300 mil euros.
O número de empresas que declarou lucros só representava 51% do total. A fuga ao fisco, pelos mais ricos, continua.
Os lucros da banca sobem todos os anos. As taxas de juro e a inflação também.
O desemprego e a precariedade continuam a dominar
O desemprego voltou a subir, agora para o valor mais alto dos últimos 20 anos. 458,6 mil pessoas fizeram procura activa de emprego, querem trabalho mas não o conseguem encontrar.
Este governo fez crescer a instabilidade laboral e a precariedade. Os precários ganham menos 26% do que os efectivos.
Com as novas regras o subsídio de desemprego é agora mais difícil de conseguir, mais fácil de perder e dura menos tempo.
No trabalho temporário o governo fez uma lei à medida da barbaridade das empresas de trabalho temporário. Mais de 400 mil são explorados - não por um mas por dois patrões.
A mobilidade especial na função pública é o real despedimento colectivo de milhares de funcionários públicos; e depois fecham escolas, centros de saúde.
Para termos acesso à reforma temos agora de trabalhar mais anos, descontar mais e teremos menores pensões.
Os cortes nos serviços públicos são para sustentar a política do Pacto de Estabilidade.
Há políticas alternativas mas o PS, que na oposição até aprovava algumas, decidiu submeter-se ao dogma neoliberal e à política do défice.
Agora anuncia a flexi-precariedade: despedimentos e horários regulados à vontade dos patrões. Em vez de revogar o famigerado Código Bagão Félix o PS quer agravá-lo ainda mais. O seu nome: Código Vieira da Silva.
Por isso, esta greve será “um sopro de democracia e de liberdade nas empresas, nos serviços públicos e na vida do país”.
Vamos fazer desta greve geral uma grande jornada de luta contra a politica do governo SOCRATES
O Bloco de Esquerda apoia e apela à participação na greve geral.

A Coordenadora Concelhia do Bloco de Esquerda de V.N. Famalicão